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segunda-feira, 28 de março de 2011

Vaga-Lume

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(Redirecionado de Vaga-Lume)
Como ler uma caixa taxonómicaVaga-lume
Lampyris noctiluca.jpg
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Família: Elateridae, Fengodidae e Lampyridae
Gêneros
Curtos
Cyphonocerus
Drilaster
Ellychnia
Hotaria
Lampyris
Lucidina
Luciola
Photinus
Photuris
Pristolycus
Pyractomena
Pyrocoelia
Stenocladius
Os vaga-lumes ou pirilampos são insetos coleópteros das famílias Elateridae, Fengodidae ou Lampyridae, notório por suas emissões luminosas. As larvas alimentam-se principalmente de vegetais e outros insetos menores.[1] A espécie mais comum no Brasil é a Lampyris noctiluca, na qual apenas os machos são alados.

Luminosidade

Seus órgãos bioluminescentes localizam-se na parte inferior dos segmentos abdominais e, em alguns casos, na cabeça. A luciferina é oxidada pelo oxigênio nuclear, com mediação da enzima luciferase, resultando em oxiluciferina que perde energia, fazendo assim o inseto emitir luz.[2]

Famílias

  • Os Elaterídeos têm cor variante do castanho escuro ao marrom avermelhado. Na parte anterior do tórax, duas manchas que, quando apagadas, têm coloração alaranjada. Usa-se achar que essas manchas são os olhos do pirilampo. Mas são suas 'lanternas'. Uma terceira lanterna fica no abdómen e só entra em actividade quando o insecto está voando. É tão desenvolvida que chega a emitir um facho de luz de quase um metro de diâmetro. Esses vaga-lumes costumam voar muito alto, acima da copa das árvores. A luz que emitem é contínua. Na lanterna torácica, a luz tem uma tonalidade esverdeada. Na lanterna abdominal, é amarelo-alaranjada. O ciclo de vida dos elaterídeos é longo: dois ou mais anos. Os adultos vivem somente no verão, períodos em que se acasalam. Os ovos são postos em madeiras semi-apodrecidas no interior das matas. Após cerca de quinze dias, surgem as primeiras larvas, que passarão quase dois anos comendo outros insectos e crescendo, até se transformarem nas pupas, que irão depois converter-se em insectos adultos.
  • Nos Fengodídeos, as fêmeas sempre têm aspecto larvar. São somente conhecidas como bondinho eléctrico ou trem de ferro. Algumas espécies de fengodídeos emitem luz vermelha, na região da cabeça, e esverdeada no corpo. Outras emitem luz esverdeada em todo corpo. Os machos, alados, têm pontinhos luminosos em posição e número variáveis, todos no abdómen. Sabe-se que as larvas gostam de comer gongolos, o popular piolho-de-cobra. E são muito vorazes; sugam toda a parte mole do corpo do bicho, dispensando as partes duras. Emitem luz contínua e vivem no chão, à procura de suas presas.
  • Os Lampirídeos têm um ciclo biológico longo. Variam muito de cor, do castanho-claro ou escuro ao castanho-amarelado ou avermelhado. As lanternas ficam no ventre e variam de tamanho e disposição. Emitem luz esverdeada intermitente durante as poucas horas do entardecer. Habitam matas, campos e cerrados, preferindo os lugares húmidos e alagadiços como os brejeiros. Adultos e larvas alimentam-se com frequência de caramujos. Em algumas espécies as fêmeas também têm aspecto de larvas, que emitem sua luz por órgãos luminescente situados no abdómen.

Nomes

O nome "pirilampo" tem origem no grego, pyris (pyros)=fogo e lampis= Luz, tendo sido supostamente empregue pela primeira vez na língua portuguesa por D. Joana Josefa de Meneses, Condessa da Ericeira. Vaga-lume, segundo o Dicionário da Academia, é eufemização de caga-lume, sinónimo de formação popular. São também conhecidos os nomes lampíride, lampírio, lampiro, lumeeira, lumeeiro, mosca-de-fogo, pirífora, salta-martim. Desses sinônimos, vários são brasileiros, alguns de origem lusitana.

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